A partir desta quinta-feira, 19, passam a valer as novas
regras da Lei Seca no País, com punições mais rigorosas destinadas aos
motoristas que praticarem os crimes de homicídio culposo (não intencional) ou
de lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, sob efeito de álcool ou de
outras substâncias psicoativas que causem dependência. A pena para lesão
corporal passa a ser de 2 anos a 5 anos. Em caso de morte, chega a 8 anos de
reclusão. Atualmente, as penas para esses crimes permitem a fiança, a ser
arbitrada por um delegado de polícia. Com as alterações previstas pela Lei
13.456/2017, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente
Michel Temer, essa opção no âmbito da polícia deixa de existir, e só quem
poderá liberar por fiança será um juiz em análise posterior à prisão.A nova lei
não faz mudanças quanto aos procedimentos adotados durante as fiscalizações
policiais e também não altera a tolerância de álcool no sangue ou o valor da
multa.
wwwfolhadearacatu.blogspot.com E-mail hlsantos40@gmail.com Aracatu - Bahia - Brasil
quinta-feira, 19 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Segunda instância rejeita último recurso de Lula no caso do triplex
Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília
A Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(TRF4) rejeitou hoje (18), por unanimidade, o último recurso do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva na segunda instância contra a sua condenação por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP).
Participaram do julgamento os desembargadores Victor Laus,
Leandro Paulsen e o juiz federal Nivaldo Brunoni, que substituiu o relator,
desembargador João Pedro Gebran Neto, que está de férias. A votação do recurso
durou poucos minutos, pois acusação e defesa não fizeram sustentação oral.
Porto Alegre - Prédio-sede do Tribunal Regional Federal da
4ª Região, em Porto Alegre (Sylvio Sirangelo/TRF4)
Por unanimidade, TRF4 rejeita último recurso de Lula na
segunda instância (Divulgação/TRF4)
Com a publicação do acórdão [sentença colegiada] da decisão,
o que deve ocorrer em até 10 dias, encerra-se a tramitação do caso de Lula na
segunda instância, onde o ex-presidente buscava reverter sua condenação a 12
anos e um mês de prisão no caso do triplex. .
O recurso rejeitado nesta quarta-feira foi um embargo de
declaração contra decisão, de março, na qual os desembargadores da Oitava Turma
– João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus – negaram o primeiro
embargo de declaração de Lula contra sua condenação no TRF4.
O embargo de declaração é um tipo de recurso destinado a
esclarecer obscuridades e contradições de uma sentença, embora não preveja a
mudança na decisão final de um julgamento. A defesa, porém, havia apontado
contradições cujos esclarecimentos poderiam, segundo os advogados, resultar na
absolvição de Lula.
No segundo embargo, os advogados de Lula tinham argumentado
que, no julgamento do primeiro, o relator Gebran Neto caiu em contradição ao
reconhecer, em um trecho de seu voto, que a transferência do triplex para o
ex-presidente nunca foi efetivada pela empreiteira OAS, embora, em outra parte,
tenha escrito que a condenação por corrupção passiva ocorreu devido ao
recebimento do bem.
Os embargos dos embargos foram protocolados pela defesa Lula
após a prisão do ex-presidente no último dia 7, por ordem do juiz Sergio Moro,
da 13ª Vara Federal de Curitiba, que não aguardou o julgamento do último
recurso na segunda instância.
Novos recursos
A partir de agora, a defesa poderá somente apresentar os
recursos especial e extraordinário, destinados ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), respectivamente. Tais apelações não
preveem reexame de provas e se destinam a questionar irregularidades processuais
que eventualmente tenham violado leis federais ou princípios constitucionais.
Os prazos para entrar com esses recursos dependem do
tratamento que será dado ao caso. A lei dá à defesa 15 dias corridos a partir
da publicação do acórdão final do processo pela segunda instância, mas caberá à
vice-presidente do TRF4, desembargadora Maria de Fátima Laberrère, decidir se a
contagem começa com a negativa do
segundo ou do primeiro embargo de Lula.
A desembargadora vai analisar se os recursos especial e extraordinário
atendem aos requisitos necessários antes de serem encaminhados às instâncias
superiores.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Após revisão, governo anuncia cancelamento de 422 mil benefícios sociais
Após um trabalho de revisão de benefícios sociais concedidos
pelo governo federal, 422 mil serão cancelados, sendo 228 mil auxílios-doença,
43 mil aposentadorias por invalidez e 151 mil benefícios de Prestação
Continuada (BPC). O trabalho de revisão de benefícios vai continuar até o fim
do ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16), em Brasília, pelos
ministros do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do Planejamento,
Esteves Colnago.
Diversos benefícios de programas sociais estão sendo revisados
pelo governo federal, para verificar se os beneficiários ainda cumprem os
requisitos apresentados no momento da concessão do auxílio. Segundo o ministro
do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o objetivo é revisar 1,8 milhão de
benefícios, entre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Após o pente
fino, a expectativa do governo é chegar a 1,1 milhão de benefícios mensais. A
economia total com as medidas pode chegar a R$ 20 bilhões.
Auxílio-doença
No caso do auxílio-doença, os beneficiários foram convocados
para novas perícias. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, na primeira
fase, entre 2016 e fevereiro de 2018, foram realizadas 252 mil revisões de um
universo de 553 mil previstas. Destas, 228 mil foram canceladas, seja por indicação
da perícia ou por não comparecimento, um índice de cerca de 82%.
Desde agosto de 2016, a revisão de auxílio-doença gerou
economia de R$ 7,6 bilhões.
Aposentadoria por invalidez
Quarenta e três mil benefícios de aposentadoria por
invalidez serão cancelados. Neste caso, como há um processo de transição para o
cancelamento total, que se estende por um ano e meio, a economia em 2018 será
de R$ 500 milhões mas pode chegar a R$ 5 bilhões em 2019.
Prestação Continuada
O Benefício de Prestação Continuada é oferecido a 4,4
milhões de beneficiários de baixa renda, sendo 2,4 milhões de idosos e 2
milhões de pessoas com deficiência.
O governo vai cancelar 151 mil benefícios de pessoas que não
atendem mais os requisitos mínimos para receber o auxílio. De acordo com o
Ministério do Desenvolvimento Social, a economia com os cancelamentos pode
chegar a R$ 1 bilhão por ano.
GovData
A revisão do BPC, especificamente, foi feita a partir da uma
nova plataforma de integração de dados de bancos e sistemas do governo federal,
denominada GovData. A plataforma integra dados de 14 bases e a expectativa é de
que outras sejam incorporadas brevemente.
"As bases vão ser atualizadas mensalmente. Todo mês o
governo vai poder saber se o dinheiro está sendo bem alocado e se as pessoas
cumprem os requisitos mínimos pra continuar a receber [o benefício]",
informou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.
Com o GovData, a expectativa é de facilitar o trabalho de
cruzamento de dados. Por exemplo, se o Ministério do Desenvolvimento Social
quisesse dados de carteira de motorista, teria de fazer um pedido específico ao
Departamento Nacional de Trânsito e firmar um acordo neste sentido. Se quisesse
informações adicionais de situação de emprego, necessitaria de um outro acordo
com o Ministério do Trabalho.
“O GovData funciona como único repositório para onde vão as
bases de dados de interesse. Mas mais do que isso, temos também uma série de
recursos de análise estatísticas, geração de tendências e outras ferramentas de
ciências de dados”, explicou o secretário-executivo do Ministério do
Planejamento, Gleisson Rubin.
O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame,
destacou a importância do GovData, que permite mais cruzamentos com periodicidade
menor, mas destacou que a plataforma não substitui os gestores.
“Simples cruzamento de dados não substituem gestor. Eles
precisam ser cruzados mas precisam ser interpretados pelo gestor. Cruzamento
simplesmente sem a crítia de quem conhece a regra geram distorções. O GovData é
importante, todos devem aderir à plataforma. Mas é importante que não se
imagine que ela substitui o conhecimento de cada ministério e o olhar de quem
conhece os programas”, ponderou Beltrame.
Privacidade
A implantação da plataforma ocorre no momento em que o
Congresso Nacional discute uma lei de proteção a dados pessoais. Uma das
polêmicas no debate é até que medida os órgãos públicos devem ser regidos por
ela, obedecer os princípios e seguir as obrigações.
Questionado na entrevista se o governo federal seria ou não
regido pela lei, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, afirmou que não,
com algumas exceções. “A gente vai ter todo o cuidado possível, mas precisamos
ter acesso às informações”, disse.
Edição: Denise Griesinger
segunda-feira, 16 de abril de 2018
jovem de 22 anos é carbonizada pelo namorado em Tanhaçu
Foto: Divulgação
Foi encontrado neste domingo (15) o corpo de uma jovem de 22
anos, que teve parte do corpo carbonizado pelo ex-companheiro após uma
discussão supostamente motivada por ciúmes, em Tanhaçu, no Sudoeste Baiano.
Identificada como Sivanilda dos Santos Pinto, o corpo da vítima estava dentro
de uma vala. De acordo informa a Polícia Civil, o ex-companheiro da jovem foi
preso suspeito do crime e confessou ter matado a vítima. O suspeito,
identificado como Edson Gomes da Silva, de 41 anos, contou em depoimento que discutiu
após ela receber uma ligação de outro homem, durante um encontro com ele.
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