sexta-feira, 13 de abril de 2018

Cármen Lúcia marca para dia 2 de maio julgamento de foro privilegiado


  
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para quarta-feira, dia 2 de maio, o julgamento da ação que pode resultar na restrição do foro privilegiado.

O julgamento foi iniciado em plenário, em novembro do ano passado, mas foi interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que devolveu o processo, no fim do mês passado, para inclusão na pauta.

Antes da interrupção do julgamento, oito integrantes da Corte manifestaram-se a favor de algum tipo de restrição na competência da Corte Suprema para julgar crimes praticados por deputados e senadores. No entanto, há divergências sobre a situação dos processos que já estão em andamento.

De acordo com a maioria formada, deputados federais e senadores somente devem responder a processos no STF se o crime for praticado no exercício do mandato. No caso de delitos praticados antes do exercício do mandato, o parlamentar seria processado pela primeira instância da Justiça, como qualquer cidadão.

O voto condutor do julgamento foi proferido em junho do ano passado pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com o ministro, os detentores de foro privilegiado, como deputados e senadores, somente devem responder a processos criminais no STF se os fatos imputados a eles ocorrerem durante o mandato.

O caso concreto que está sendo julgado envolve a restrição de foro do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), o ex-deputado federal Marcos da Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), mas renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município.

O prefeito responde a uma ação penal no Supremo por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o ministro Barroso manifestou-se pelo retorno do processo à primeira instância da Justiça Eleitoral.

Polícia Civil confirma morte do delegado de Barra da Estiva; corpo foi encontrado carbonizado dentro do veículo


A Polícia Civil confirmou a morte do delegado, Dr. Marco Torres após policiais terem encontrado o seu veículo incendiado a 4 km da entrada de Anagé sentido Tanhaçu na manhã de hoje (13).

De acordo com as informações obtidas no local por nossa reportagem, a perícia feita no local evidencia ser o corpo do delegado, o qual foi encontrado carbonizado. A arma e outros objetos também foram identificados como sendo do delegado.

Dr. Marco era lotado na vigésima COORPIN e titular da delegacia de Barra da Estiva e substituto da delegacia de Ibicoara e estava desparecido desde ontem (12). Ele tinha cerca de 30 anos de Polícia Civil e era muito querido por todos, tanto na instituição da Civil quanto na Militar. Atuando em Barra da Estiva, foi o responsável pela elucidação de vários crimes, e recentemente, estava investigando o sequestro da família do gerente do Banco do Brasil, a morte do Professor Zé Mário, entre outros casos.
O delegado regional, Leonardo Rabelo, disse que tomará todas as medidas junto a esfera judicial para que o caso seja elucidado e os culpados punidos. Policiais de toda região, civil, militar e especializada, das cidades de Vitória da Conquista, Brumado, Guanambi, realizam buscas no intuito de encontrar os criminosos e elucidar o crime ocorrido.



Fonte: Informe Barra

Carro de delegado que está desaparecido é encontrado incendiado

Foto: Brumado Urgente 

 
Foi encontrado, na manhã desta sexta-feira (13), o veículo do delegado Marco Torres, que está desaparecido desde esta quinta-feira (12). De acordo com informações preliminares, o veículo foi encontrado no trecho entre Sussuarana e Anagé por uma equipe da Draco (Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais). Informações ainda dão conta de que existe um corpo dentro do veículo. Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica foi acionada para fazer o levantamento e identificar a vitima dentro do veículo. O delegado de polícia, Marco Torres estava em um veículo HIllux e transportava uma moto honda em sua carroceria. A qualquer momento mais informações.

Barra da Estiva: Delegado lotado na 20ª Coorpin está desaparecido; Polícia Civil está mobilizada à sua procura

Foto: Divulgação
O Delegado de Barra da Estiva lotado na 20ª Coorpin de Brumado, Dr. Marco Torres, está desaparecido desde a tarde desta quinta-feira (12). De acordo com a polícia, ele teria saído às 15h de Barra da Estiva com destino a cidade de Vitória da Conquista. No entanto, até o presente momento não chegou ao seu destino. Familiares e amigos de coorporação não conseguiu manter contato com o delegado. Marcos Torres saiu de Barra da Estiva em Hilux cor branca com uma moto na carroceria. De acordo com informações, a caminhonete teria sido vista passando por Contendas do Sincorá, destino fora do roteiro do delegado. As Polícias, Civil e Militar estão mobilizadas na região em busca de informações que levem até o paradeiro do delegado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano



O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, falou à imprensa após reunião do presidente Michel Temer com a nova equipe ministerial, no Palácio do Planalto 

Pela primeira vez, o valor do salário mínimo ultrapassará R$ 1 mil. O governo propôs salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano, o que representa alta de 5% em relação ao atual (R$ 954). O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (12) pelos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia.

Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores.

Em 2017, o PIB cresceu 1%. Para a estimativa de inflação, o governo considerou a previsão de 4% para o índice de inflação que consta do Boletim Focus, pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central.

A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Pela legislação, o governo deve enviar o projeto até 15 de abril de cada ano. Caso o Congresso não consiga aprovar a LDO até o fim do semestre, o projeto passa a trancar a pauta.

STF marca para dia 17 de abril o julgamento de denúncia contra Aécio Neves


O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, marcou para o dia 17 deste mês o julgamento sobre a recebimento da denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. O relator do caso é o ministro Marco Aurélio Mello, que integra a Primeira Turma junto com Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça. Após contestações da defesa de Aécio, a denúncia foi reiterada no fim do mês passado pela atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para quem a “o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios”. Aécio Neves já negou diversas vezes qualquer irregularidade no pedido feito a Joesley Batista, alegando que a quantia dizia respeito a um empréstimo pessoal, sem nenhuma contrapartida em favor do empresário. Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva. Em nota divulgada nesta terça-feira, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio Neves, disse que o senador foi “vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico”. Toron fez referência ao ex-procurador da República Marcelo Miller, suspeito de ter orientado indevidamente Joesley Batista na negociação do acordo de delação premiada do empresário. “As provas revelam que o empréstimo pessoal feito ao senador não envolvia dinheiro público ou, como reconheceu a própria PGR, qualquer contrapartida. Assim, inexiste crime ou ilegalidade na conduta do senador Aécio”, acrescenta o texto escrito pelo advogado.