segunda-feira, 16 de abril de 2018

Em Minas, corpo do Delegado Marco Torres é enterrado sob forte comoção

Foto: Divulgação l Polícia Civil

Foi enterrado neste domingo (15), o corpo do delegado Marco Torres, lotado na 20ª Coorpin, onde atuava no município de Barra da Estiva. O delegado era natural de Minas Gerais e foi lá onde seu corpo foi velado e sepultado. Marco Torres já acumulava 30 anos de profissão. Durante o enterro, vários amigos e colegas de profissão foram se despedir do delegado, inclusive aqueles lotados na 20ª Coorpin em Brumado. O corpo de Marco foi encontrado na última sexta-feira, dentro do seu veículo, totalmente carbonizado, próximo ao Distrito de Sussuarana. Ele fazia uma viagem de Barra da Estiva com destino a Vitória da Conquista. O caso está sendo investigado, em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que determinou apuração rigorosa do caso e que vem prestando apoio aos familiares do delegado. 


Brumado Urgente

domingo, 15 de abril de 2018

57% consideram Lula culpado, diz Ipsos; 95% querem continuidade da Lava Jato


A maioria da população brasileira (57%) considera que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava Jato, é culpado dos crimes atribuídos a ele. O país, porém, está rachado em relação à prisão do petista: 50% são a favor e 46% são contra. Os dados são de pesquisa do instituto Ipsos. "Os resultados mostram que a Lava Jato continua com alto suporte da população e que a prisão de Lula não encerra esse anseio", disse o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo. "Além disso, a polarização do País em torno da figura de Lula segue alta." Conforme o levantamento, a quase totalidade da população (95%) acha que as investigações da Lava Jato devem continuar após a prisão do ex-presidente. Mas há dúvidas sobre a abrangência das mesmas. Para 52% dos entrevistados, não é correto afirmar que "a Lava Jato está investigando todos os políticos". Outros 41% estão de acordo com essa avaliação. A percepção de que "a Lava Jato está investigando todos os partidos" atingiu o mínimo histórico da série de pesquisas Ipsos no fim de semana da prisão de Lula. Apenas 43% dos eleitores manifestaram concordância com a frase, e 47% disseram o contrário. É a primeira vez, em dois anos, que aparece como minoritária a parcela da população que compartilha da avaliação de que todos os partidos são investigados. Em abril de 2016, 66% da população via a Lava Jato como empenhada em investigar todas as legendas - 23 pontos porcentuais a mais do que agora. Na pesquisa, os entrevistadores do Ipsos leem uma série de frases e perguntam se há ou não concordância em relação a elas. O levantamento começou no sábado em que o ex-presidente foi preso e se estendeu até a segunda-feira passada. Foram ouvidas 1.200 pessoas. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento mostra que, mesmo com a convicção majoritária da culpa do petista, existe uma forte percepção de que "os poderosos querem tirar Lula da eleição": 73% concordam com essa afirmação, e 23% discordam. A maioria (55%) também concorda com a avaliação de que "a Lava Jato faz perseguição política contra Lula". Outros 41% discordam. Em relação à afirmação de que "a Lava Jato está mostrando que Lula é mais corrupto que os outros políticos", aparece uma nova divisão: 51% discordam, e 44% concordam.

sábado, 14 de abril de 2018

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião para discutir ataque à Síria


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou para hoje (14), a pedido da Rússia, uma reunião de emergência para discutir a ofensiva dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido à Síria. A informação foi repassada pelo governo russo, em um comunicado assinado pelo próprio presidente Vladimir Putin. “A atual escalada da situação em torno da Síria tem um impacto devastador em todo o sistema de relações internacionais”, diz Putin no texto.

De acordo com o embaixador da Suécia na ONU, Carl Skau, a reunião está marcada para as 11h (hora local; 12h em Brasília).A Síria afirmou que a maioria dos misseis foi interceptada, mas o Pentágono afirmou, em entrevista à impensa na noite dessa sexta-feira (13), que os alvos foram atingidos.

Segundo o Pentágono, o bombardeios aéreos lançados nessa sexta-feira pelos Estados Unidos, em conjunto com a França e Reino Unido, sobre a Síria tiveram como alvos três locais descritos como de "capacidades químicas: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, situada a oeste de Homs, e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que, servia, de acordo com o governo dos EUA, de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

O Pentágono disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios relacionados ao armamento químico e evitaram bases russas e alvos civis.  O secretário de Defesa, James Mattis, afirmou que foi um “ataque único”, por enquanto, porque a meta é fazer com que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, deixe de usar armas químicas – ação negada pelo governo sírio.
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Esta será a quinta reunião do conselho nesta semana para debater a situação na Síria após as denúncias do suposto ataque com armas químicas denunciado no último fim de semana na cidade de Duma.

As reuniões anteriores terminaram sem acordos, mas com fortes divisões entre os Estados Unidos e a Rússia.

Na mais recente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que "a Guerra Fria voltou" e que o Oriente Médio vive uma situação de "caos".

Guterres, que viajaria hoje a Riad para participar da cúpula da Liga Árabe, decidiu adiar a participação no encontro e ficou em Nova York.

Em comunicado divulgado após o ataque de ontem, Guterres pediu hoje aos países-membros da ONU que mostrem moderação "nestas circunstâncias perigosas" e mantenham o respeito ao direito internacional.

*Com informações da agência EFE

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Cármen Lúcia marca para dia 2 de maio julgamento de foro privilegiado


  
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para quarta-feira, dia 2 de maio, o julgamento da ação que pode resultar na restrição do foro privilegiado.

O julgamento foi iniciado em plenário, em novembro do ano passado, mas foi interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que devolveu o processo, no fim do mês passado, para inclusão na pauta.

Antes da interrupção do julgamento, oito integrantes da Corte manifestaram-se a favor de algum tipo de restrição na competência da Corte Suprema para julgar crimes praticados por deputados e senadores. No entanto, há divergências sobre a situação dos processos que já estão em andamento.

De acordo com a maioria formada, deputados federais e senadores somente devem responder a processos no STF se o crime for praticado no exercício do mandato. No caso de delitos praticados antes do exercício do mandato, o parlamentar seria processado pela primeira instância da Justiça, como qualquer cidadão.

O voto condutor do julgamento foi proferido em junho do ano passado pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com o ministro, os detentores de foro privilegiado, como deputados e senadores, somente devem responder a processos criminais no STF se os fatos imputados a eles ocorrerem durante o mandato.

O caso concreto que está sendo julgado envolve a restrição de foro do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), o ex-deputado federal Marcos da Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), mas renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município.

O prefeito responde a uma ação penal no Supremo por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o ministro Barroso manifestou-se pelo retorno do processo à primeira instância da Justiça Eleitoral.